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Aziza Show
 
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Os espetáculos de dança são sempre baseados em uma estória de origem árabe, adaptada por Renata Loyolla e coreografada pela Equipe Aziza. O tema é interpretado pelas alunas e levado ao público num show de cores e movimentos!
Conheça um pouco mais sobre os temas de espetáculos da Aziza...


 


O REINO DAS FADAS – NOVEMBRO 2008

As fadas são divindades da natureza, associadas especialmente às árvores, aos bosques, às águas das fontes e às flores dos jardins.
Possuidoras de poderes mágicos e muito sedutoras, elas protegem a natureza  e concedem riqueza, fecundidade e felicidade aos seres humanos!!!

FADAS DO BOSQUE

 

Dríades: São as Ninfas das Florestas, os espíritos da natureza... São possuidoras de poderes curativos e protetores, e oferecem uma atenção especial às crianças abandonadas. Possuem um enorme amor pela árvore onde residem e se vingarão de quem queimar qualquer galho de sua árvore!!!              

Vilys: São fadas que vivem nas grandes florestas, e protegem seu território com setas mortais. Em noite de luar, podem conceder saúde, riqueza e colheitas abundantes! São ágeis, alegres e vigorosas nas batalhas.
São protetoras de todas as mulheres, mas principalmente das que se encontram trabalhando nas forças armadas.         

Anjanas: Possuidoras de um cajado com propriedades mágicas, elas compreendem todos os poderes das forças da natureza. Acariciam as árvores machucadas, limpam as fontes, olham os rebanhos dos pastores e eliminam os danos causados por incêndios.    
               

FADAS DAS FLORES

 

Fadas da Flores: A função destas fadas é absorver a vitalidade do sol e distribuí-la no plano físico. As fadas das flores proporcionam um vínculo vital entre a energia do sol e os minerais do solo.

Rainha Mab: Esta fada surge em nossas vidas para nos trazer sonhos, desejos, aspirações e criatividade. Ela também foi a responsável pelo amor de Romeu e Julieta.
        

FADAS DO AR

 

Fylgiar: Estas fadas do ar são tão rápidas quanto o pensamento e trazem mensagens dos Deuses. Elas são as representantes da liberdade espiritual...             

Sílfedes: São as controladoras dos ventos! São elas que provocam as chuvas, os maremotos, a brisa e os ciclones. Estas fadas estimulam a inspiração e a criatividade.   
                

FADAS DO FOGO

 

Limíades: São ninfas muito pequenas, como vaga-lumes, e adoram ser vistas pelos humanos. Sua luz tem um poder hipnótico que atrai os homens na floresta fazendo-os perder-se no caminho.                  

Salamandras: Estas fadas do fogo se manifestam desde pequenas chamas até fogos que arrasam a arvore mais alta do bosque. Quando invocadas concedem sabedoria e força de espírito aos mortais. E quando se sentem importunadas castigam os homens com grandes incêndios.     

        
FADAS DA GUERRA

 

Morrigans: São as fadas da morte do amor e da guerra. Estão associadas às forças da Natureza, ao poder sagrado da terra, onde toda a vida nasce e depois deve morrer para que a fecundidade da terra possa renovar-se.       

 

FADAS MADRINHAS

Fadas Madrinhas: Estas pequenas fadas estão associadas aos mistérios do parto e do nascimento. São as “madrinhas” que distribuem dons sobre o berço dos recém-nascidos e profetizam sua futura carreira.

Deusa Maeve: É a Deusa soberana da Terra, do poder feminino... Sedutora e de mente brilhante ela corre com os cavalos, conversa com os pássaros e seduz com um mero olhar.

FADAS DA ÁGUA

Dama do Lago: É uma das mais belas e misteriosas fadas da água! Foi ela quem presenteou o rei Arthur com sua invencível espada Excalibur, a espada da coragem.

Donzelas do Lago: Elas vivem nos lagos das montanhas negras de Gales e são muito sedutoras. Em ocasiões especiais abandonam as águas para se unir a maridos mortais. Elas também possuem enorme conhecimento sobre ervas medicinais.    

 

Donas da Água: São lindas fadas que vivem no fundo das gélidas águas glaciais, na Cordilheira dos Pirineus. Para escapar da solidão sobem à superfície e entoam lindas canções para atrair pastores e montanheses e arrastá-los para baixo d’água.     

                                              
Donzelas Cisnes: Elas são o símbolo da elegância! Quando as mulheres cisnes pousam na terra, tiram sua plumagem e aparecem nuas, perto de lagos ou cursos de água. Se um homem roubar seu manto de plumas ela deverá segui-lo e viver seu novo destino humano com resignação e obediência.

Ondinas: O lar das Ondinas se encontra embaixo das cascatas pois elas têm um grande amor pelas águas espumantes. Suas asas são muito finas, mas imensamente fortes. Segundo conta a lenda, as Ondinas têm que salvar uma vez ao ano uma alma humana que tenha se afogado na água.             

 

Mouras:As fadas mouras vivem em pequenos lagos, poços e minas, quase sempre embaixo da terra. São guardiãs dos tesouros escondidos nestas águas. Elas possuem a capacidade de se transformar em serpente.           

 



“LUA... A DEUSA DO DESTINO”- Abril 2008

A Lua é o astro que ilumina a noite! Cheia de mistério e beleza é o símbolo do princípio feminino...
As fases da Lua afetam toda vida existente no planeta, desde as marés dos oceanos até o crescimento das plantas.
E são essas fases que caracterizam os aspectos da natureza feminina, influenciando os estados de alma, os valores do inconsciente, as emoções e a fertilidade da mulher.
Sua energia está diretamente ligada aos sentimentos femininos, e isto é o que determina a natureza cíclica da mulher!
No curso de um ciclo completo, que corresponde às quatro fases da lua, a energia da mulher cresce, brilha esplendorosa e volta a minguar totalmente, afetando sua vida tanto física como psicologicamente.
Por tais motivos, a Lua também é chamada de "Deusa do Destino", já que por sua influência a mulher experimenta a vida através desta natureza sempre mutável!!!

A MULHER LUA NOVA

A Lua Nova indica começo de um novo ciclo, é o primeiro fio de luz que brilha no céu. É o tempo de fervilhar novas idéias; tudo fica com o contorno de perpétuo começo, e podemos sentir que as idéias surgidas nesse período crescem à medida que a Lua vai crescendo no céu.
Está associada ao nascimento da Deusa, representada por Morgana a rainha das bruxas.
Este é o mágico começo da jornada rumo ao nosso centro e uma intensa vontade de criar novos projetos.

A MULHER LUA CRESCENTE

Esta face da Lua representa a juventude, a vitalidade, o forte desejo por liberdade. É o verdadeiro despertar do amor, da vida que não nos impõe nenhum obstáculo.
Esta Lua nos faz voar a um mundo de sonhos e devaneios, nos tornando seres alados que levitam num céu estrelado de possibilidades, onde o impossível torna-se realidade.
Este princípio feminino pode ser representado pela Deusa Ártemis, a arqueira-virgem, que corria livre pelos campos. Rica em fertilidade e com uma vitalidade rara e muito sensual. Ela é arquétipo da feminilidade.

A MULHER LUA CHEIA

A Lua Cheia está associada à mulher em toda a sua plenitude, ao potencial pleno da força vital. Ela corresponde ao crescimento e amadurecimento de todas as coisas, ao ponto culminante de todos os ciclos, a semente germinada...
Na Lua Cheia entramos em outra dimensão do feminino, aqui o instinto se coloca a serviço da criação e da humanização.
A Lua Cheia é a Lua Grávida de criatividade, de riqueza e da realização do próprio crescimento. É a imagem da Mãe, com o poder divino de carregar uma nova vida em seu ventre. Ela é a deusa da maternidade, que traz consigo a fertilidade para a terra e para os homens.
A energia da Lua Cheia nos conecta com a terra, nos coloca em contato com os valores terrenos, é o próprio amor realizado.
Esta Deusa-Mãe pode ser simbolizada por Deméter

A MULHER LUA MINGUANTE

A Lua Minguante define-se na velhice, é a Deusa Anciã. É aquela que encerra em si a sabedoria e os segredos nunca revelados. Está associada ao deteriorar da força vital, ao envelhecimento, assim como, aos poderes de destruição e da morte.
A mulher que é regida pela Lua Minguante é misteriosa e por vezes indefinível.
Possuidora de uma energia muito forte, ela pode manifestar-se de maneira tanto construtiva, como destrutiva, dependendo da forma como trabalha o seu consciente.
A Lua Minguante sempre serviu como projeção de todo o lado sombrio da mulher. Aqui penetra-se no reino de Hécate a Deusa que apresenta um aspecto sombrio, o inconsciente desconhecido, mas que pode no final nos trazer a iluminação!



 

 

 

Do Egito ao Brasil Mitos e Lendas – 2007

         Lendas são histórias fantásticas que possuem origem histórica narrando feitos de heróis, personagens sobrenaturais, fenômenos naturais, vida de santos, etc. A lenda é sempre considerada com um fundo de verdade.
Mitos são histórias que apresentam um fato natural, histórico ou filosófico, funcionando como ponto de equilíbrio entre o sagrado e o profano.

         Durante algum tempo confundiu-se o mito com a lenda, embora os dois estejam relacionados a acontecimentos de um passado distante e fabuloso, diferem nos personagens. Os mitos têm os deuses como tema, enquanto que as lendas homens e animais. A lenda é considerada "história falsa", e o mito "história verdadeira".

 



O REINO DA DEUSA ISTHAR - 2006
Ishtar, a Deusa da Babilônia,  é a personificação da força da natureza que tanto dá quanto tira a vida. É a deusa da fertilidade que doa o poder de reprodução e crescimento aos campos, aos animais e aos homens. Por ser a produtora de toda a vegetação, era conhecida como “A Verde”, e seu símbolo era uma árvore convencional, chamada Aséra, que era venerada como se fosse a própria deusa. Mas como toda deusa lunar ela tem um caráter duplo. Assim como é provedora da vida, é também destruidora, pois é a própria lua, em cuja fase crescente todas as coisas crescem e em cuja fase minguante todas as coisas minguam e são enfraquecidas.
Segundo a lenda, o caráter provedor e destruidor da Deusa é afirmado com a morte de seu marido Tamúz, representado pela vegetação.  Na passagem do ano, época do solstício de verão, ele morre e vai para o submundo, no centro da terra. Por ocasião deste evento, a Deusa entra em profundo sofrimento e resolve ir buscá-lo. Para chegar ao submundo, Istar precisa passar por sete portais, e em cada um deles deixar um de seus véus.
 A retirada de cada um dos sete véus de Istar representa a exaltação de suas qualidades, tais como, serenidade, pureza e saúde, e a dissolução dos aspectos negativos de sua personalidade, como, apego material, poder, sentimentos de ira e negatividade. 
Durante seis meses, como Rainha-do-submundo, ISTAR, tornava-se inimiga do homem e destruía tudo aquilo que havia criado durante sua atividade no mundo superior. Era, então, cognominada a Destruidora-da-vida, a Deusa das tempestades.
Após salvar seu marido Tamúz, e reaver o seu amor, a Deusa reaparece na sua fase criativa e benéfica, como Lua Crescente, onde tudo volta a crescer e ter vida.
Isthar assim governa, sucessivamente, em todos os ciclos da Lua ou meses do ano, e o poder do amor e da fertilidade volta a operar na Terra.
Sem essa Deusa, nada que dissesse respeito ao ciclo da vida poderia consumar-se.

 



Cleópatra e o Beijo da serpente - 2005

Cleópatra foi a última rainha que dominou o Egito. Subiu ao trono aos 18 anos de idade, após a morte de seu pai, e dividiu o trono com seu irmão Ptolomeu.
No terceiro ano de reinado, Ptolomeu foi influenciado por intrigas palacianas e obrigou Cleópatra a exilar-se na síria.
Quando Júlio César, imperador de Roma esteve no Egito para tratar de negócios, Cleópatra aproveitou-se da ocasião, e por meio de um audacioso plano, adentrou pelos corredores secretos do palácio enrolada em um tapete.
A perspicácia de Cleópatra e os argumentos de que ela é quem deveria desfrutar o trono do Egito, convenceram o imperador Júlio César. O romano vence a batalha, expulsa o faraó, devolve o trono à Cleópatra, e com ela forma uma aliança por paixão e interesses políticos.
Tiveram um filho chamado Cesarion, o qual fez surgir o ambicioso plano de Cleópatra e Júlio César de fundir Roma ao Egito.
César partiu para Roma, e organizou operações militares, para eliminar todos os focos de oposição. Cleópatra, convencida de que seu plano estava prestes a se concretizar, viajou até Roma, levando seu filho, e foi recepcionada com muita festa.
Vinte meses após a chegada de Cleópatra em Roma, César foi assassinado. Cleópatra viu seus sonhos desabarem e, voltou ao Egito. Eis que surge Marco Antonio como sucessor de César, e novo imperador de Roma.
Marco Antonio, marcou um encontro com Cleópatra, que organizou uma enorme festa em seu navio para recepcioná-lo. O objetivo de Cleópatra era impressioná-lo com as riquezas do Egito, convencendo-o de que deviam ser aliados. Nesta ocasião teve início o segundo amor de Cleópatra, fazendo ressurgir seu velho sonho de unificar Roma e Egito.
O Egito tinha agora, o mais poderoso exército do mundo, e com marco Antonio no comando, venceu muitas batalhas, com exceção da batalha de Action, contra o exército comandado pelo romano Otávio, interessado em roubar o trono de marco Antonio.
Após terem sido derrotados nesta decisiva batalha, Marco Antonio e Cleópatra retornaram ao Egito. Otávio tornou-se o novo imperador de Roma, e mandou que matassem Marco Antonio, e que capturassem Cleópatra.
Mesmo sabendo da morte de seu segundo amor, Cleópatra não se rendeu ao inimigo, preferiu se juntar aos seus antepassados. Para os egípcios, a vida não termina após a morte, ela continua num outro plano.
Acreditando na vida eterna, Cleópatra, tomou seu último banho, vestiu-se com sua mais bela roupa, colocou a mão num cesto cheio de deliciosos figos e deixou-se picar por uma serpente...
Neste momento, Cleópatra vai ao encontro de Nut, a deusa que fará a sua passagem para o reino dos céus!
Guerreira, astuta e corajosa, esta mulher, revolucionou o seu tempo!  E hoje, 2000 mil anos depois, Cleópatra provoca admiração e encanto em todos que conhecem sua história!!!

 


Os Deuses Egípcios - 2004

         Amor e casamento, sol e lua, ventos e paz! Para os egípcios existia um Deus ou Deusa representando cada aspecto de suas vidas. Esses Deuses foram cultuados através dos milênios visando assegurar que os ciclos de nascimento, vida e morte continuassem sem cessar...
Deusa Isis – A Deusa da Magia, personificada como esposa fiel e mãe adorável. Como governante do Egito, instituiu o casamento. Ainda hoje, os casamentos egípcios são enriquecidos pela dança do candelabro, utilizados para enriquecer a nova vida do casal.

 Deus Hórus: É representado como um falcão e governa o ar. Seu olho direito é o sol e o esquerdo é a lua. Os olhos de Hórus tornaram-se um símbolo de confiança e proteção.

 Deus Rá: O todo-poderoso e invencível Deus Sol. De suas lágrimas criou os seres humanos. Diariamente ele atravessava o céu desde Manu, a montanha onde nascia, até chegar ao horizonte do poente, quando então desaparecia.

Deusa Nut: Como Deusa do céu, Nut era responsável por receber e proteger os mortos. Quando alcançavam a vau celeste formada pelo corpo da Deusa, as almas se transformavam em estrelas.

Deus Bes: O Deus guardião, tinha sua imagem esculpida em todas as casas, nas cabeceiras das camas, nas paredes ou nos espelhos. Seus símbolos para afastar os maus espíritos eram as facas e os instrumentos musicais.

Deus Osiris: Como rei da vegetação, atribuiu-se a ele o renascimento anual e a renovação da vida, resultantes das enchentes do Nilo, que faziam germinar a vegetação e simbolizavam a vida eterna e a salvação.

Deus Ptah: O Deus criador do mundo, com o pensamento criou os Deuses, e com o poder de suas palavras criou a terra. Foi cultuado, por artistas e artesãos, por isso também considerado o Deus do artesanato. Era retratado segurando um cetro com a cruz ansada, símbolo das forças criadoras do universo.

Deusa Maat: Deusa da verdade e da justiça era a responsável pela manutenção da ordem tanto na terra quanto no céu. Maat julgava e decidia o destino dos mortos. Seus corações e consciências eram pesados em balanças que tinham como contrapeso a pena da verdade.

Deus Thot: O Deus do conhecimento e da sabedoria. Foi responsável pela invenção da escrita hieroglífica, pela medição do tempo, e pela criação da jurisprudência. Portava uma coroa com uma lua crescente.

Deus Amon: O Deus do vento e governante do ar. Amon criou o céu e a terra apenas com o pensamento. Amon tinha o poder de escolher os reis, em 1354 a.C. Tutancâmon assumiu o império e declarou o culto a Amon, como religião oficial. Este foi o único Deus egípcio a ser servido por sacerdotisa.

Deusa Bastet: A Deusa da alegria era acessível e meiga, e adorava música e dança. Os gatos eram considerados animais sagrados de Bastet, por isso, tratados como divindades. Se um gato doméstico morria seus donos raspavam as sobrancelhas e pranteavam profundamente.

Deus Geb: O Deus da terra, excepcionalmente representado por um Deus masculino. Considerado também o Deus da fertilidade que nutria todas as criaturas, e mantinha a vegetação germinante.

Deusa Hathor: Rainha da paz e do amor, amante da música e da dança. Mãe universal, criadora do mundo. No primeiro dia do novo ano, suas sacerdotisas subiam ao terraço do templo e apresentavam sua imagem ao sol nascente. A seguir, todas cantavam e dançavam. Seu reino incluía preciosas minas de turquesa do deserto do Sinai.


 


As Origens da Dança do Ventre - 2003

         Há milhares de anos atrás, no antigo Egito, existiam mulheres especialmente escolhidas para dançar dentro dos templos sagrados em homenagem a Isis, a Deusa da Lua, da Magia e dos Mistérios. Através dessas cerimônias, realizadas exclusivamente pelas sacerdotisas egípcias, consideradas as representantes terrenas da Deusa, os antigos agradeciam o milagre da vida, e celebravam a fertilidade da terra e dos seres. Recebeu este nome justamente por ser o ventre o local onde se gera a vida.
Com o desenvolvimento dos homens em sociedade, a dança foi perdendo sua postura sagrada, passando então a ocorrer no interior dos palácios em ocasiões muito especiais, como casamentos de nobres e o nascimento de seus filhos. Isto proporcionou à dança um caráter mais festivo.
Os povos ciganos, conhecidos pela sua natureza nômade, foram os responsáveis por essa troca de influências entre as culturas espanhola, havaiana,  indiana,  africana, dentre outras.
Estando em contato direto com outros povos, a dança do ventre incorporou de diferentes regiões, novos movimentos, tornando-se cada vez mais expressiva.
A dança espanhola ajudou a compor os movimentos de braços e punhos e os elegantes movimentos com a saia. O hula havaiano contribuiu com a sinuosidade e delicadeza de suas ondulações e principalmente com uma marcada movimentação pélvica, que tinha por objetivo a atração dos Deuses.
Dos rituais sagrados da Índia, foram absorvidos os movimentos de cabeça, e a magnetizante expressividade dos olhos, que parecem revelar segredos da alma.
A África legou aos movimentos de quadris uma enorme possibilidade de ritmos, sintonizados com a pulsação que emana da terra e foi identificada como devoção e glorificação de futuras gerações.
E assim, a Dança do Ventre atravessou os milênios, celebrando a vida, transformando e sendo transformada por outros povos!

 

 

Mergulhadores de Pérolas – 2002

         Ainda hoje, mulheres do Golfo Pérsico e da Arábia Saudita cantam e dançam entre si e com suas famílias para celebrar ritos de passagem, como faziam séculos atrás.          Um dos momentos importantes na vida destas mulheres é quando seus companheiros e filhos, os “mergulhadores de pérolas”, navegam o Golfo durante a estação de caça as pérolas que dura longos seis meses.
Durante este período de extração de pérolas, os rituais de passagem têm início com a partida dos mergulhadores do porto, onde as mulheres cantam e dançam com cestos de flores, desejando-lhes uma boa viagem.
Em seu cotidiano, a busca de águas límpidas também é marcada como um momento de alegria, representado pela dança com jarro. A destreza, o equilíbrio e a força interior da mulher, que sozinha, luta pelo bem estar de sua família durante a ausência do companheiro é demonstrada pela dança com a espada.
O medo dos maus espíritos é superado pelo som que ecoa dos snujs, mantendo a alegria e a harmonia do lar.
Enfim, o término do período de extração é marcado pelo encontro das pérolas e o retorno dos mergulhadores para casa, onde são recebidos com muita dança, música e alegria!



Aziza Dança do Ventre
Desenvolvimento e Hospedagem Studio37